Bullying, a brincadeira sem graça.

O que é Bullying?

O termo BULLYING significa ” valentão”, compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:

Colocar apelidos
Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar
Fazer sofrer
Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar
Amedrontar
Tiranizar
Dominar 

Há certas características que influenciam a criança/adolescente a ser vítima de bullying, tais como:

  1.  características de personalidade (sinceridade, timidez, introversão, calma, etc);
  2. ser novo na turma ou na escola;
  3. ter poucos amigos; ser superprotegido pelos pais;
  4. pertencer a grupos diferentes da maioria (religiosos, étnicos, etc);
  5. possuir características físicas que o diferenciem da maioria (obesidade, magreza, coxear, gaguejar, usar óculos e/ou aparelho dos dentes, possuir piercings, cor da pele, etc);
  6. possuir necessidades educativas especiais; ter interesses diferentes da maioria (poesia, leitura, línguas estrangeiras, etc);
  7. usar roupas desadequadas à sua idade ou à “betinho”;
  8. demonstrar interesses diferentes da maioria (política, religião, etc);
  9. ter problemas de saúde (asma, bronquite, alergias, diabetes, problemas de pele, etc);
  10. ser portador de síndrome de down; ser sobredotado;
  11. tirar boas notas ou muito más (Duncan, 1999; Palma e Castanheira, 2006).
Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Quebrar pertences

SOU VÍTIMA,

O QUE DEVO FAZER?

  

è    Evitar a companhia do agressor

è    Evitar ficar a sós com o agressor

è    Jamais falar com o agressor sozinho/a

è    Não responder às provocações do agressor (para ver se ele se cansa…)

è    Contar a um ou mais adultos que foi agredido/a, insultado/a ou humilhado/a

è    Não demonstrar que tem medo do agressor

Oscar Wilde: Desobediência, a virtude original do homem.

Caro leitor, escolhi este texto de Oscar Wilde, um escritor mundialmente famoso por suas obras literárias, não por suas convicções políticas e sim - como uma sutil provocação na qual espero conscientizar as pessoas na direção do que se deve fazer para mudar a mentalidade da sociedade em que vivemos.

“Pode-se até admitir que os pobres tenham virtudes, mas elas devem ser lamentadas. Muitas vezes ouvimos que os pobres são gratos à caridade. Alguns o são, sem dúvida, mas os melhores entre eles jamais o serão. São ingratos, descontentes, desobedientes e rebeldes – e têm razão. Consideram que a caridade é uma forma inadequada e ridícula de restituição parcial, uma esmola sentimental, geralmente acompanhada de uma tentativa impertinente, por parte do doador, de tiranizar a vida de quem a recebe. Por que deveriam sentir gratidão pelas migalhas que caem da mesa dos ricos?
Eles deveriam estar sentados nela e agora começam a percebê-lo. Quando ao descontentamento, qualquer homem que não se sentisse descontente com o péssimo ambiente e o baixo nível de vida que lhe são reservados seria realmente muito estúpido.
Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem. O pregresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião. Muitas vezes elogiamos os pobres por serem econômicos.
Mas recomendar aos pobres que poupem é algo grotesco e insultante. Seria como aconselhar um homem que está morrendo de fome a comer menos; um trabalhador urbano ou rural que poupasse seria totalmente imoral. Nenhum homem deveria estar sempre pronto a mostrar que consegue viver como um animal mal alimentado. Deveria recusar-se a viver assim, roubar ou fazer greve – o que para muitos é uma forma de roubo.
Quanto à mendicância, é muito mais seguro mendigar do que roubar, mas é melhor roubar do que mendigar. Não! Um pobre que é ingrato, descontente, rebelde e que se recusa a poupar terá, provavelmente, uma verdadeira personalidade e uma grande riqueza interior. De qualquer forma, ele representará uma saudável forma de protesto.
Quanto aos pobres virtuosos, devemos ter pena deles mas jamais admirá-los. Eles entraram num acordo particular com o inimigo e venderam os seus direitos por um preço muito baixo. Devem ser também extraordinariamente estúpidos.
Posso entender que um homem aceite as leis que protegem a propriedade privada e admita que ela seja acumulada enquanto for capaz de realizar alguma forma de atividade intelectual sob tais condições. Mas não consigo entender como alguém que tem uma vida medonha graças a essas leis possa ainda concordar com a sua continuidade.
Entretanto, a explicação não é difícil, pelo contrário. A miséria e a pobreza são de tal modo degradantes e exercem um efeito tão paralisante sobre a natureza humana que nenhuma classe consegue realmente ter consciência de seu próprio sofrimento. É preciso que outras pessoas venham apontá-lo e mesmo assim muitas vezes não acreditam nelas.

O que os patrões dizem sobre os agitadores é totalmente verdadeiro. Os agitadores são um bando de pessoais intrometidas que se infiltram num determinado segmento da comunidade totalmente satisfeito com a situação em que vive e semeiam o descontentamento nele. É por isso que os agitadores são necessários. Sem eles, em nosso estado imperfeito, a civilização não avançaria.
A abolição da escravatura nos EUA não foi uma consequencia da ação direta dos escravos nem uma expressão do seu desejo de liberdade. A escravidão foi abolida graças à conduta totalmente ilegal de certos agitadores vindos de Boston e de outros lugares, que não eram escravos, não tinham escravos nem qualquer relação direta com o problema.
Foram eles, sem dúvida que começaram tudo. É curioso observar que dos próprios escravos eles só receberam pouquíssima ajuda material e quase nenhuma solidariedade.
E quando a guerra terminou e os escravos descobriram que estavam livres, tão livres que podiam até morrer de fome livremente, muitos lamentaram amargamente a nova situação.
Para o pensador, o fato mais trágico na Revolução Francesa não foi que Maria Antonieta tenha sido morta por ser rainha, mas que os camponeses famintos da Vendée tivessem concordado em morrer defendendo a causa do feudalismo”.
Oscar Wilde em The Soul of Man Under Socialism, 1891.

Cia. Artes Folclóricas Revelação

 
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Componentes Kayque e Nana Moreno

Durante todo o mês de julho, a companhia de artes folclóricas Revelação se apresentará nos diversos arraiais do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. O grupo foi criado em 1997 por Alex Fernandes  no bairro de Nova Campinas, que tem se dedicado à preservação de uma das mais queridas tradições brasileiras. A apresentação faz uma verdadeira viagem pela história da criação do mundo, que encantam pela presença e movimentos. Uma festa para os olhos de platéias de todas as idades e classes sociais.

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Allex Fernandes e Fernando Tadeu

             

 

 Texto: Fernando Tadeu   Fotos: Carlos Wallace

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